Yanomamis Contaminados
Fique Informado Yanomamis Contaminados

Diretoria Executiva da Anffema

 

Elias Cavalcante de Oliveira

Presidente 

 

Vago

Vice-Presidente  

 

Ademar Takeo Matsunaga

Diretor de Administração e Finanças 

 

Vago

Secretário-Geral   

 

Jean Túlio Cunha dos Anjos

Diretor de Assuntos Jurídicos 

 

Plinio Lucimar de Medeiros

Diretor de Valorização de Aposentados e Pensionistas

 

Vago

Diretor de Articulação Política e Comunicação Social

 

Vago

Diretora de Assuntos Sócio-Culturais 

 

José Carlos Pereira Leite

Diretor de Assuntos Técnico-Científico 

 

Marcos Antônio Reis Fróes

Ouvidor-Geral

 

 

 

Conselho Fiscal da Anffema

 

Aldemar Pereira de Medeiros

Presidente 

 

Edson de Lima Ferreira
Secretário


José Odécio da Costa
Membro 

 

Escrito por secretaria   


São muitos os garimpeiros que trabalham ilegalmente em nossos rios e além do desastre ambiental e social que causam, nós desconfiamos que nosso povo está sendo envenenado com o mercúrio utilizado pelos garimpeiros (Davi Kopenawa Yanomami, março de 2013).
Atendendo ao pedido da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Associação do Povo Ye'kwana do Brasil (Apyb), uma equipe de pesquisa visitou 19 aldeias, em novembro de 2014. Foram coletadas 239 amostras de cabelo, priorizando os grupos mais vulneráveis à contaminação: crianças, mulheres em idade reprodutiva e adultos com algum histórico de contato direto com a atividade garimpeira. Também foram coletadas 35 amostras de peixes que são parte fundamental da dieta alimentar destes índios. O estudo foi realizado nas regiões de Papiú e Waikás, onde residem as etnias Yanomami e Ye'kwana.
O caso mais alarmante foi o da comunidade Yanomami de Aracaçá, na região de Waikás, onde 92% do total das amostras apresentaram alto índice de contaminação. Esta comunidade, entre todas as pesquisadas, é a que tem o garimpo mais próximo. Já na região do Papiú, onde foram registrados os menores índices de contaminação — 6,7% das amostras analisadas — a presença garimpeira é menos acentuada.
Garimpo na Terra Indígena Yanomami
O garimpo já deixou marcas profundas no povo e no território Yanomami. Entre 1986 e 1990, estima-se que 20% da população (1.800 pessoas) morreu em função de doenças e violências causadas por 45 mil garimpeiros que invadiram suas terras.
A invasão e a tensão crescente do garimpo culminaram, nos anos de 1990, em um episódio de grande repercussão mundial por sua barbárie. Em julho de 1993, garimpeiros invadiram uma aldeia Yanomami e assassinaram a tiros e golpes de facão 16 indígenas, entre eles idosos, mulheres e crianças. Conhecido como o Massacre de Haximu, foi o primeiro caso julgado pela Justiça brasileira no qual os réus foram condenados por genocídio.
Assista abaixo ao vídeo "Davi contra Golias", produzido pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), no qual Davi Kopenawa fala do Massacre do Haximu.
O garimpo continua sendo uma ameaça à vida dos Yanomami e Ye'kwana. Desde 2014, a invasão de seus territórios por garimpeiros cresce assustadoramente. Hoje, estima-se que cinco mil garimpeiros atuam ilegalmente na Terra Indígena Yanomami. As diversas denúncias feitas pelos índios não têm resultado em ações efetivas dos órgãos governamentais responsáveis. Se nada for feito de concreto, um novo Haximu pode estar a caminho.
Para acabar com o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami é preciso que se descubra os seus financiadores, que são os que realmente lucram e sustentam esta atividade. É preciso descobrir a rota do ouro, ou seja, por onde passa e qual seu destino final.
Neste sentido, a Polícia Federal realizou duas operações que levantaram apenas a beira do manto que encobre esta atividade ilegal: a operação Xawara, em 2012, e a operação Warari Koxi, em 2015. Além de descobrirem alguns comerciantes e donos de avião em Roraima, também descobriram que o ouro chega a uma Distribuidora de Valores e Títulos Imobiliários (DTVM), na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo. Fica o alerta: o ouro comercializado nos grandes centros financeiros do Brasil pode carregar com ele o sofrimento do povo Yanomami.
Aspectos éticos da pesquisa
As coletas feitas em novembro de 2014 foram precedidas por consultas aos indígenas, que autorizaram a retirada de amostras de seus cabelos, com a condição de que após a análise elas seriam devolvidas. Este pedido se deve à obrigação de que, para os Yanomami, todos os pertences e partes corporais devem ser cremados após a morte. É também uma precaução adotada depois que tiveram conhecimento do caso de roubo de seu sangue por pesquisadores norte-americanos na década de 1970.
As coletas feitas em novembro de 2014 foram precedidas por consultas aos indígenas, que autorizaram a retirada de amostras de seus cabelos, com a condição de que após a análise elas seriam devolvidas. Este pedido se deve à obrigação de que, para os Yanomami, todos os pertences e partes corporais devem ser cremados após a morte. É também uma precaução adotada depois que tiveram conhecimento do caso de roubo de seu sangue por pesquisadores norte-americanos na década de 1970.
Tanto as consultas para autorização quanto a apresentação dos resultados foram feitas em língua indígena, com o auxílio de intérpretes e material explicativo bilíngue, visando garantir a compreensão por parte de todos os envolvidos na pesquisa.
Entrega para o poder público
Uma comitiva formada por lideranças Yanomami e Ye'kwana, e representantes da Fiocruz e do ISA, foram à Brasília, em março de 2016, para divulgar o diagnóstico junto aos órgãos responsáveis. A comitiva entregou cópias às Presidências da Funai e do Ibama, ao coordenador da Secretaria Especial de Saúde Indígena, ao Ministério Público Federal e à Relatora Especial sobre Direitos Indígenas da ONU, que estava em visita ao Brasil. As lideranças indígenas também exigiram a retirada imediata dos garimpeiros da Terra Indígena Yanomami e um atendimento especial em saúde para as pessoas que estão contaminadas.
Foto: Reprodução/Marcos Wesley/ISA
Portal Amazônia, com informações do Instituto Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 
 
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos
  • Fotos

Enquete

O que você prefere ?
 

Links




Representantes Estaduais da Anffema

 

Manoel Adalberto Dourado Gomes

Acre 

Everaldo Rocha de Queiroz
Bahia 

Luiz Carlos Fonseca Meira
Ceará 

Fábio Murilo Wagnitz
Espírito  Santo 

João Batista Figueiredo Mendes
Maranhão 

Erivaldo Correia da Silva
Mato Grosso do Sul 

João Batista da Silva
Pará 

Fábio Andrade Diniz
Paraíba 

Ana Silvia Kozloski Wille de Abreu
Paraná 

 José Maurício Barbosa Silva
Pernambuco 

Aflaudísio Inácio Ribeiro
Rio Grande do Norte 

Joel Alves Gomes
Tocantins